Para Anderson, apoio à formação dos jovens garante capital humano qualificado

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Na sessão de ontem, 11, o vereador Anderson usou a tribuna para explanar sobre seu ponto de vista sobre várias questões ligadas à discussão sobre o transporte intermunicipal de estudantes, que foi motivo de intensa contestação na última semana em razão do aumento muito acima do esperado anunciado pela Prefeitura.

“Temos que tirar algumas lições desse episódio, a começar pela necessidade de se esclarecer melhor quais são as atribuições e os limites para a atuação do vereador. Circulou uma mensagem que dizia que nós estávamos enganando os estudantes porque caberia a esta casa criar uma lei para dar subsídios aos alunos”, contou o vereador. “É uma informação mentirosa, se dita por desconhecimento ou por má fé é outra questão, mas serviu apenas para criar ainda mais ruído na discussão”, complementou.

Na opinião de Anderson, o município precisa buscar formas para apoiar a formação dos jovens, mesmo não sendo essa uma obrigação legal. “Nós sabemos que a obrigação do município com relação à educação se encerra no 5º ano do ensino fundamental, mas o futuro do capital humano está na formação dos nossos jovens. Não podemos nos omitir dessa responsabilidade”, defendeu.

Ainda na opinião do parlamentar, o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação) prova que o município precisa continuar acompanhando a formação dos jovens. “Nossos alunos saem da rede municipal com um IDEB médio igual ao da rede particular do estado de São Paulo, de 7.4. Até o final do 9º ano, já na rede estadual, esse índice cai para 6.4 e até o final do ensino médio vai a 5.4. São dois pontos perdidos em sete anos. Não podemos assistir isso e pensar que não é um problema nosso”, afirmou.

Anderson ainda falou sobre a queda da arrecadação na comparação entre o que foi projetado e o que deve ser, de fato, recebido pelo município. “Para que as pessoas nos entendam, o orçamento é feito de um ano para outro, com base em diversos indicadores projetados, fornecidos por órgãos do governo estadual e federal. Acontece que entre o que foi projetado e o que vai entrar no caixa do município há uma déficit de R$ 1.8 milhão. Então a administração precisa cortar despesas para não ficar devendo no final do ano, assim como fazemos com nossas finanças domésticas”, explicou.

No entendimento do vereador essa redução também deveria ser aplicada à Câmara Municipal. “Pelas regras atuais, quando é necessário reduzir despesas, a prefeitura tem que cortar da saúde, do social, da educação. O único a não sofrer cortes é o Poder Legislativo, que recebe sua parte exatamente como foi orçada no final do ano passado. Entendo que está na hora de mudarmos isso, aplicando ao valor repassado para o Legislativo a mesma variação verificada na arrecadação realizada”, finalizou.

AÇÕES AMBIENTAIS

Ainda na sessão de ontem, Anderson apresentou duas indicações relacionadas ao meio ambiente. Na primeira pede que a Prefeitura realize um mutirão para coletar equipamentos eletroeletrônicos usados e, depois, o encaminhe para a reciclagem ou tratamento adequado. Na outra, solicita um trabalho de estimulo à arborização urbana, com ações que incentive as pessoas a plantarem árvores em suas calçadas e oriente quanto as espécies adequadas para a área urbana.

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA INATIVO

Também foi aprovado por unanimidade um pedido de informação apresentado pelo vereador em que solicita informações sobre a inoperância do Porta da Transparência na internet.

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